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Política para revisão das operações

Objetivo: A Revisão das Operações é uma cadência estratégica voltada para análise do desempenho operacional do time. O objetivo é identificar gargalos, ineficiências, falhas ocasionadas a partir do desenvolvimento e aprimorar a performance do time.

Participantes:

  • Gerente do projeto;
  • Analista de negócio/requisitos;
  • Desenvolvedores;
  • Líder técnico.

Pré-requisitos:

  • Acesso ao Painel de métricas do PMO;
  • Métricas operacionais dos times e sistemas envolvidos: lead time, cycle time, throughput, taxa de falhas, capacidade vs. demanda;
  • Levantar falhas (bugs, erros e/ou defeitos) do ciclo;
  • Dados adicionais de performance do time.

Organização da cadência:

  • Frequência: mensal;
  • Duração: 06 horas (ou conforme necessidade do time).

Estrutura da reunião:

Abertura e contextualização:

  • Apresentação do propósito da cadência: revisar o desempenho dos sistemas sob uma perspectiva integrada;
  • Apresentação das métricas e temas a serem discutidos.

Análise de produtividade e desempenho:

  • Revisão de métricas operacionais:

    • Avaliação dos indicadores:
      • Ágil: Throughput, Velocidade da Equipe, Lead Time, Cycle Time de Desenvolvimento;
      • Tradicional: Índice de Desempenho de Prazo (IDP) e Custo (IDC);
      • Outras métricas relevantes para o desempenho operacional.
    • Identificação de desvios e impactos no prazo e custo das entregas;
    • Identificação de tendências e padrões que possam indicar problemas ou oportunidades de melhoria.

Analisar de falhas:

  • Analisar as falhas identificadas no ciclo;
  • Analisar as classificações por origem (DEV, HML, PRD), impacto, recorrência (requisito, arquitetura, implementação, etc.);
  • Taxa de retrabalho e medições (para propor diagnósticos e planos de ações).

Diagnósticar de Eficiência e Ineficiência Sistêmicas:

  • Identificar pontos de sucesso obtidos no ciclo;
  • Identificar gargalos que ocasionaram retrabalho;
  • Mapear os principais pontos e desvios no fluxo de trabalho;
  • Discutir sobre interdependências e efeitos ocasionados por falta de desempenho geral.

Avaliar a Capacidade vs Demanda:

  • Expor a capacidade produtiva do time;
  • Discutir possíveis gargalos e pontos de melhoria;
  • Comparar a capacidade produtiva do time vs. o backlog de atuação.

Planejar ações de melhorias:

  • Ações corretivas:

    • Desenvolver ações para tratar falhas ou desvios detectados;
    • Desenvolver ações para tratar a queda de performance operacional do desenvolvimento das demandas.
  • Ações preventivas:

    • Avaliar o histórico operacional para prevenir possíveis recorrências de falhas ou desvios de produtividade;
    • Avaliar os números operacionais para prevenir possíveis gargalos recorrentes.

Encerramento:

  • Compartilhar lições aprendidas (registradas conforme Política de Lições Aprendidas);
  • Planejar transição para operação/suporte (quando aplicável);
  • Ajustar o planejamento para o próximo período com base nas ações definidas.

Registro e acompanhamento:

Saídas obrigatórias (registro da reunião):

  • Análises de produtividade e falhas;
  • Gargalos e dependências;
  • Ações corretivas e preventivas;
  • Lições aprendidas;
  • Ajustes de capacidade;
  • Ações planejadas;
  • Status do Plano de Transição para Operação, quando aplicável;
  • Monitoramento de Riscos, Problemas e Oportunidades identificados;
  • O registro deve ser feito através de um card no board de Retrospectiva com a label "REVISÃO DAS OPERAÇÕES".

Plano de ação:

Cards nas Ferramentas de Gestão:

  • Ações priorizadas, responsáveis, prazos e indicadores de acompanhamento;
  • Registro de ações com vínculos aos temas analisados.

Benefícios esperados:

  • Visão sistêmica das operações, promovendo sinergia entre áreas;
  • Identificação proativa de gargalos, com reações ágeis e coordenadas;
  • Melhoria na alocação de recursos com base em dados reais;
  • Redução de riscos operacionais, incidentes e desperdícios;
  • Maior transparência organizacional, com engajamento de múltiplos stakeholders;
  • Promoção da melhoria contínua como prática organizacional permanente.